O importante não é se encontrar só, e sim, não se sentir só.
Porque o problema está aí: se sentir só.
Você pode está rodeado de milhões de pessoas e mesmo assim, só.
Agora, você pode está sozinho e ser perfeito para você mesmo.
Afinal, que companhia melhor que você mesmo?
Mas as vezes, nem mesmo a nossa própria companhia é suficiente, então
Vamos nós a mendigar um gole de prazer aqui, uma dose de carinho ali....
Em minhas - talvez - desventuras, decidi fazer este blogue, onde escrevo sobre qualquer coisa, meus devaneios e infortúnios. Relutei bastante, pois sempre me considerei fazer parte da plateia e, além disso, ao escrever me sinto despida de alma. Assim sendo, bem-vindos os que porventura por aqui aparecerem em visita.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Anna olhou-se no espelho. Sentia-se diferente.
Algo havia mudado.
Olhava, olhava. Estava completamente nua diante do espelho que a refletia por inteira. Sim, ela estava diferente. Mas não era diferença em seu corpo, era a diferença em seus olhos, em seu modo de olhar, de como olhar.
Depois disso, o mundo em sua volta havia mudado também.
Algo havia mudado.
Olhava, olhava. Estava completamente nua diante do espelho que a refletia por inteira. Sim, ela estava diferente. Mas não era diferença em seu corpo, era a diferença em seus olhos, em seu modo de olhar, de como olhar.
Depois disso, o mundo em sua volta havia mudado também.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Só vim pra beber
"Só vim pra beber" - falou a moça que foi importunada várias vezes durante as horas que passou no bar.
"Só vim pra beber" - repetia ela para as outras pessoas que continuavam a se aproximar e até mesmo a insistir em conversar.
"Só vim pra beber", ela dizia.
- Oi, posso te fazer companhia?
- Só vim pra beber.
- Eu também... Meu nome é Marcelo.
- Só vim pra beber.
- Eu também.
...
- Então, como é seu nome?
- Só vim pra beber.
- Ok.
"Só vim pra beber" - repetia ela para si mesma, como se ela não fosse ela; porque se ela se deixasse ir conversar com os desconhecidos, ela já não seria mais ela, ela seria outra. Então ela dizia até para si mesma "só vim pra beber".
Essa noite ela estava em um encontro consigo mesma.
"Só vim pra beber" - repetia ela para as outras pessoas que continuavam a se aproximar e até mesmo a insistir em conversar.
"Só vim pra beber", ela dizia.
- Oi, posso te fazer companhia?
- Só vim pra beber.
- Eu também... Meu nome é Marcelo.
- Só vim pra beber.
- Eu também.
...
- Então, como é seu nome?
- Só vim pra beber.
- Ok.
"Só vim pra beber" - repetia ela para si mesma, como se ela não fosse ela; porque se ela se deixasse ir conversar com os desconhecidos, ela já não seria mais ela, ela seria outra. Então ela dizia até para si mesma "só vim pra beber".
Essa noite ela estava em um encontro consigo mesma.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Ele não espera por você
Maria queria dizer tudo o que sentia, tudo o que a muito tempo queria dizer... Porém ela sempre pensava:
- Vou esperar o melhor tempo chegar.
Ela sentia no íntimo dela que o melhor tempo não era o agora. Talvez por medo, timidez, incertezas. O certo é que o tempo certo para Maria nunca era o hoje. O hoje nunca passava por sua cabeça, o amanhã era o que a levava.
Certo dia, ela encontrou a pessoa por quem a fazia sempre pensar no "amanhã".
Tudo corria relativamente bem. Para pessoas desenroladas, aquele seria o momento ideal para se falar algo secreto. E para Maria? Maria pela primeira vez levou um susto quando viu que àquele momento era o "amanhã". Mas Maria não estava preparada para esse "amanhã", afinal, hoje era hoje e amanhã, apenas amanhã!
- Hoje não é o melhor dia - disse Maria para si mesma.
Dias e dias se passavam e Maria ia se guardando para o futuro.
Maria sonhava... Sonhava tanto que muitas vezes se esquecia de viver.
Mas Maria não fazia isso por mal... É que nos sonhos, tudo é perfeito, tudo é como a gente quer. Sonhar não tem limites. A vida real não tem graça quando não se tem sonhos.
Um dia Maria recebeu uma ligação. A pessoa de quem ela estava grávida do futuro havia falecido.
O que havia acontecido? Um aborto dos seus sonhos?
O fato é que o tempo não espera por ninguém. Então porque esperar por ele?
Sonhe logo hoje, viva logo o hoje. O resto, o tempo irá levar.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Eu sou o mar!
Eu sou o mar!
De uma profundeza imensa e escura
Onde apenas eu e somente eu, posso me perder
E me encontrar
E se alguém conseguir chegar nessa profundeza
Não encontrará nada, como na escuridão,
Só se acha a escuridão
- Apenas não se perca, como me perdi -
Apenas eu consigo me achar...
Porque eu, eu sou o mar!
Com dias de brisas leves,
Com dias de tempestade
Vai e volta...
Tão profunda quanto vazia.
sábado, 13 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Quanto mais esqueço, mais lembro
As coisas só acabam quando você aceita que elas acabaram.
Quando você diz pra você mesmo que elas acabaram.
Quando o fundo do seu ser também concorda com você,
Porque pensar que acabou não é acabar.
E pensar em acabar, não é acabar.
No fim, nada acaba.
Ou talvez sim. Isso cabe a você.
Quando você diz pra você mesmo que elas acabaram.
Quando o fundo do seu ser também concorda com você,
Porque pensar que acabou não é acabar.
E pensar em acabar, não é acabar.
No fim, nada acaba.
Ou talvez sim. Isso cabe a você.
domingo, 24 de julho de 2011
Sobre mim (ou sobre os librianos)
Admito que reprimo meus sentimentos e tenho dificuldade em demonstrar minha afetividade.
Na maioria das vezes raciocino a respeito, em vez de responder instintivamente a elas.
Preciso aprender a demonstrar meu afeto e carinho em vez de discuti-lo.
Sempre busco conciliar os opostos, por muitas vezes ficando "em cima do muro".
Enfim, o que eu escrevi é muito parecido com o signo de libra (o meu).
Andei lendo e percebi que é realmente parecido minha personalidade com a descrição do signo.
Que fique claro que não acredito em previsões astrológicas, mas acredito sim, que algo no seu signo é parecido com a sua personalidade.
Na maioria das vezes raciocino a respeito, em vez de responder instintivamente a elas.
Preciso aprender a demonstrar meu afeto e carinho em vez de discuti-lo.
Sempre busco conciliar os opostos, por muitas vezes ficando "em cima do muro".
Enfim, o que eu escrevi é muito parecido com o signo de libra (o meu).
Andei lendo e percebi que é realmente parecido minha personalidade com a descrição do signo.
Que fique claro que não acredito em previsões astrológicas, mas acredito sim, que algo no seu signo é parecido com a sua personalidade.
Melhor sozinho que mal acompanhado
Eu não gostei de você
E não quero ter você por perto.
Não quero seu telefone,
Muito menos o seu corpo.
Não quero a sua amizade,
Não quero nada que venha de você.
Não te quero na minha vida,
Eu tenho nojo de você.
Eu tenho nojo fe você.
Eu tenho NOJO de você.
Desaparece do meu caminho!
E não quero ter você por perto.
Não quero seu telefone,
Muito menos o seu corpo.
Não quero a sua amizade,
Não quero nada que venha de você.
Não te quero na minha vida,
Eu tenho nojo de você.
Eu tenho nojo fe você.
Eu tenho NOJO de você.
Desaparece do meu caminho!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Causa ou consequência?
Acordo com uma calma imensa em meio a essa desordem.
Uma alegria que não é de um todo uma alegria,
Uma tristeza que não é de todo uma tristeza
É algo a mais... Ou a menos...
O que será?
É suspiro de desânimo,
Um olhar triste para o que se vê
- O olhar longe... Será isto a causa ou a consequência? -
Cabeça já cansada de tanto pensar,
Pensando e ficando cega dos olhos e do coração
Tomando mais doses de veneno, a cada pensar...
E por fim, uma melancolia que não é de todo uma melancolia,
Talvez uma ausência, dormência ou até mesmo paciência
Um modo calmo de existir.
Uma alegria que não é de um todo uma alegria,
Uma tristeza que não é de todo uma tristeza
É algo a mais... Ou a menos...
O que será?
É suspiro de desânimo,
Um olhar triste para o que se vê
- O olhar longe... Será isto a causa ou a consequência? -
Cabeça já cansada de tanto pensar,
Pensando e ficando cega dos olhos e do coração
Tomando mais doses de veneno, a cada pensar...
E por fim, uma melancolia que não é de todo uma melancolia,
Talvez uma ausência, dormência ou até mesmo paciência
Um modo calmo de existir.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Migalhas
Só me procura quando precisa.
Só me olha quando sou a última.
Só me deseja quando sou o que resta.
Sempre a última opção, a última a ser lembrada,
A última em tudo.
Ele realmente me ama!
Só me olha quando sou a última.
Só me deseja quando sou o que resta.
Sempre a última opção, a última a ser lembrada,
A última em tudo.
Ele realmente me ama!
Bebendo e amando
Essa noite eu bebi e amei o mundo.
Olhei ao redor para (re)conhecer o ambiente,
Cheguei como quem não quer nada,
Bebi para esquecer, lembrar, aproveitar - não sei -
Fumei para não deixar a bebida sem companhia
E me droguei, para que eu é quem não ficasse sem companhia.
Pulei como nunca, rodei sem parar, e mesmo parando, continuava rodando
Brincava e sorria, como nunca - mais uma criança perdida -
Admirada com as luzes, tentei observar o borrão de pessoas.
Primeiro as cores, depois os sabores.
Gostei daquele borrão de cor, então queria ver o sabor.
Amei, amei, amei e amei.
Eu bebi e amei.
Fiquei totalmente preenchida
Amei a tudo e a todos.
Amando eu bebia
E bebendo eu amava.
Olhei ao redor para (re)conhecer o ambiente,
Cheguei como quem não quer nada,
Bebi para esquecer, lembrar, aproveitar - não sei -
Fumei para não deixar a bebida sem companhia
E me droguei, para que eu é quem não ficasse sem companhia.
Pulei como nunca, rodei sem parar, e mesmo parando, continuava rodando
Brincava e sorria, como nunca - mais uma criança perdida -
Admirada com as luzes, tentei observar o borrão de pessoas.
Primeiro as cores, depois os sabores.
Gostei daquele borrão de cor, então queria ver o sabor.
Amei, amei, amei e amei.
Eu bebi e amei.
Fiquei totalmente preenchida
Amei a tudo e a todos.
Amando eu bebia
E bebendo eu amava.
sábado, 16 de julho de 2011
Never more
Agora ele já percebeu que é inútil, que não me engana mais, que eu não abro mesmo, que sou capaz de morrer ali em silêncio, posso virar um esqueleto em pé diante do esqueleto dele. Então ele novamente abana a cabeça e some do meu campo de visão. E é nesse último vislumbre que o identifico com toda a clareza, voltando a esquecê-lo novamente, só lembrando da dor. Só sei que era alguém que há muito tempo esteve comigo, mas que eu não deveria ter visto, que não precisava rever nunca mais, porque foi alguém que um dia abanou a cabeça e me abandonou, sumiu do meu campo de visão e do meu coração há muito tempo. Agora ele volta e mais uma vez me abana a cabeça. É, ao menos dessa vez eu não estou jogada no chão, submissa, não preciso mais tirá-lo do meu coração, porque dessa vez fui eu quem abanei a cara e virei as costas.
sábado, 2 de julho de 2011
Mike Predador
O nome dele era Mike
Mike predador
Mike se considerava um monstro,
Um monstro sem sentimentos
"O predador de sentimentos"
Adorava colocar nas alturas
O ego de suas vítimas
Colocava no mais sublime lugar...
Não, ele não banalizava nada
Ele apenas temperava suas vítimas
Gostava de ter um sabor a mais
Porque Mike gostava de carne fresca, carne viva
Amaciava, as deixava com um gosto
Irresistível.
Mike mastigava lentamente...
Nunca engolia.
Mastigava, igual chiclete
Até perder o sabor
E quando perdia,
Ele cuspia, cuspia pra bem longe
Pois era apenas um pedaço de carne
Agora, todo mastigado e sem gosto
Para os outros que a quiserem nesse
Estado.
Mike achou uma nova vítima,
Fez todo o ritual
Mas, sem querer, ele a engoliu
Desceu rasgando
E dentro de seu corpo
A carne se fez mais forte.
Ele tinha necessidade dela,
Ele GOSTAVA dela
Ele queria que aquela carne
Fosse dele
Pois ela já estava dentro do seu ser.
O que Mike não sabia
É que além dele, existia outros monstros
E piores do que ele.
É, Mike virou a vítima
Foi comido e cuspido
E até hoje Mike ainda sente
O gosto daquela carne em sua boca
E também dentro de seu corpo.
Mike predador
Mike se considerava um monstro,
Um monstro sem sentimentos
"O predador de sentimentos"
Adorava colocar nas alturas
O ego de suas vítimas
Colocava no mais sublime lugar...
Não, ele não banalizava nada
Ele apenas temperava suas vítimas
Gostava de ter um sabor a mais
Porque Mike gostava de carne fresca, carne viva
Amaciava, as deixava com um gosto
Irresistível.
Mike mastigava lentamente...
Nunca engolia.
Mastigava, igual chiclete
Até perder o sabor
E quando perdia,
Ele cuspia, cuspia pra bem longe
Pois era apenas um pedaço de carne
Agora, todo mastigado e sem gosto
Para os outros que a quiserem nesse
Estado.
Mike achou uma nova vítima,
Fez todo o ritual
Mas, sem querer, ele a engoliu
Desceu rasgando
E dentro de seu corpo
A carne se fez mais forte.
Ele tinha necessidade dela,
Ele GOSTAVA dela
Ele queria que aquela carne
Fosse dele
Pois ela já estava dentro do seu ser.
O que Mike não sabia
É que além dele, existia outros monstros
E piores do que ele.
É, Mike virou a vítima
Foi comido e cuspido
E até hoje Mike ainda sente
O gosto daquela carne em sua boca
E também dentro de seu corpo.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Sem uma alma
Sem nada
Intediada
Sem vida
Sem morte
Sorte
À cabeça erguida
A vida, pela vida
A sorte, pela morte
Ao dom que é a vida
E a desordem que é a morte;
À uma vida que aqui está
Presente, dormente, indiferente
Cansada e lentamente, entre
O tempo que vai se passando
E passando e passando...
E acaba ficando entre o
Óbvio e o acaso,
Fato.
Sem nada
Intediada
Sem vida
Sem morte
Sorte
À cabeça erguida
A vida, pela vida
A sorte, pela morte
Ao dom que é a vida
E a desordem que é a morte;
À uma vida que aqui está
Presente, dormente, indiferente
Cansada e lentamente, entre
O tempo que vai se passando
E passando e passando...
E acaba ficando entre o
Óbvio e o acaso,
Fato.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Ouço seus passos, ela se aproxima.
Está bufando como um touro.
Ah como eu gostaria de ter um pano vermelho!
Ela começa (novamente) a vomitar palavras.
Será que ela não cansa de falar a mesma coisa
Repetidas vezes?
Mas como mágica,
Encontro meu pano vermelho
Vermelho escarlate.
Olho fixo em seus olhos e
Abro uma cerva.
Bebo lentamente, gozando em cada gole
Enquanto ela, perplexa com meu pequeno ato
Fica mais irritada, berra, fala mais
E mais e mais.
Pronto, ela entrou em desespero!
- Olha, faça o que você quiser,
Faça o que você quiser!
Quero apenas a sua decisão! - diz ela, aos berros.
- Ótimo minha querida. Pois eu decidi que quero outra cerva,
Esta aqui já tá nas últimas. Poderia buscar pra mim? - respondo.
Ela, que agora ja deve ter chegado ao seu limite,
Me expulsa de casa.
Bem, eu dei minha decisão.
Uma pena, uma pena mesmo
Ter terminado dessa maneira
Gostava tanto dela
Mas agora, eu realmente preciso de mais cerva.
Está bufando como um touro.
Ah como eu gostaria de ter um pano vermelho!
Ela começa (novamente) a vomitar palavras.
Será que ela não cansa de falar a mesma coisa
Repetidas vezes?
Mas como mágica,
Encontro meu pano vermelho
Vermelho escarlate.
Olho fixo em seus olhos e
Abro uma cerva.
Bebo lentamente, gozando em cada gole
Enquanto ela, perplexa com meu pequeno ato
Fica mais irritada, berra, fala mais
E mais e mais.
Pronto, ela entrou em desespero!
- Olha, faça o que você quiser,
Faça o que você quiser!
Quero apenas a sua decisão! - diz ela, aos berros.
- Ótimo minha querida. Pois eu decidi que quero outra cerva,
Esta aqui já tá nas últimas. Poderia buscar pra mim? - respondo.
Ela, que agora ja deve ter chegado ao seu limite,
Me expulsa de casa.
Bem, eu dei minha decisão.
Uma pena, uma pena mesmo
Ter terminado dessa maneira
Gostava tanto dela
Mas agora, eu realmente preciso de mais cerva.
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